Outro dia acordei pensando besteira, banalidades cruéis de uma realidade precisamente cirúrgica.Pensei ma minha existência , se ela realmente se faz necessária , se realmente tenho aproveitado tudo o que a vida tem de melhor e cheguei a uma resposta contundente :Nada vivi, nada aproveitei .
Diante desta constatação fatídica fiquei por horas a olhar no espelho pra ver se enxergava algum reflexo daquele que algum dia foi meu eu.Por demasiada vezes me pego a recordar melancólica um tempo de outrora onde eu era mais feliz , ou melhor onde era mais fácil ser feliz, eu pertencia a um grupo seleto e constantemente requisitado de mulheres “desejáveis” não me era difícil atrair olhares capciosos, pensamentos maldosos, mas isto é passado , ficou para trás e não volta mais , o casamento me frustrou , me apagou , me deixou sem brilho , sem vida , sem sorriso, as vezes isto é comum em determinadas relações onde as prioridades não são e nunca serão o romance.
Não me queixo, ate aceito, tenho filhos lindos, e o que mais uma mulher pode querer, amor , paixão , tesão, cumplicidade, amizade,quanta bobagem, na verdade estas palavras são subjugadas, depreciadas assim que você se casa, pareço pessimista ou realista me digam os casados.
Sejam honestos e se perguntem a quantas andam o seus casamentos e se realmente hoje são o reflexo de ontem.


Um comentário:
Como você sabe, não sou casado. hehe
Mas, embora eu não seja casado, não me sinto tranquilo a aceitar o que você falou como verdade absoluta. Penso que o casamento é reflexo do respeito mútuo.
Sempre digo que o princípio do amor (trazendo junto tesão e cumplicidade) é a admiração. Você só ama quem você admira.
Lembre-se, recordar é viver. Recorde sempre, viva sempre, e seja sempre.
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