Apesar de os 30 anos serem considerados o ápice da beleza feminina, chegar a esta idade não é fácil para nenhuma mulher. Pressões sociais, o adiamento do casamento e da maternidade começam a gritar mais alto: o relógio biológico, tic TAC,tic TAC,dá sinais de que está avançando.A “crise dos 30" vai muito além da questão psicológica, já que este é o momento em que o corpo da mulher começa a sofrer uma série de transformações.
Segundo especialistas, o organismo encontra seu auge neste período. "É o ápice das funções mentais, físicas e sexuais. Entretanto, o envelhecimento começa a se instalar nas células É quando se torna possível observar as primeiras alterações estéticas no corpo feminino. "É normal que nessa época algumas mulheres comecem a se queixar que sempre foram magras, mas agora estão aumentando de peso. Ou surge uma maior dificuldade em emagrecer para aquelas que sempre fizeram dieta ou têm tendência a engordar.
Aumento do fluxo menstrual é outro problema freqüente que surge no pós-30 quando o sangramento menstrual passa a ser intenso. O distúrbio é representado pela perda sanguínea menstrual superior a 80 mililitros por ciclo. A perda de sangue média num ciclo normal é de aproximadamente 30 a 40 mililitros, ou seja, de duas a três colheres de sopa durante cinco dias, podendo prolongar-se até oito dias
Na maior parte dos casos, a menorragia está vinculada a problemas hormonais, o estresses do dia a dia também podem alterar o ciclo menstrual. A vida moderna faz com que a mulher não tenha ciclos menstruais regulares. O estresse, a alteração de peso, a ansiedade, os hormônios sexuais, entre outros, podem levar à deficiência luteínica, o que causa a menorragia.
Disfunções genéticas como desordens de coagulação sanguínea, entre elas a Ainda assim, em cerca de 80% dos casos, o sangramento menstrual intenso não tem causa aparente, sendo chamado de menorragia idiopática ou sem causa definida. Nestes casos, distúrbios no endométrio, como o desequilíbrio da produção de substâncias que ativam o plasminogênio e a prostaglandina podem estar presentes.
O tratamento à base de medicamentos, de acordo com ginecologistas, deve levar em conta algumas considerações. Ele vai depender se a causa for identificada ou não, do histórico e das preferências do paciente quanto à contracepção. Quando a causa específica não for encontrada, o tratamento pode ser não-hormonal (ácido tranexâmico ou anti-inflamatórios não esteroidais), que deve ser administrado somente nos dias de menstruação. A vantagem desta opção é que ela mantém a fertilidade.
Remédios hormonais, por outro lado, podem impedir a gestação durante o uso. O medicamento envolve derivados da progesterona, como a noretisterona, e contraceptivos orais combinados (pílulas anticoncepcionais à base de estrogênio e progesterona). Outro tipo de tratamento hormonal e contraceptivo é o DIU de progesterona, que precisa ser inserido através de procedimento ambulatorial e deve ser substituído a cada cinco anos. Nos casos em que a menorragia está associada ao hipotireodismo ou a distúrbios de coagulação, o tratamento consiste na reposição da tiroxina ou de fatores de coagulação, respectivamente.

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